Estância Gaúcha do Planalto



Categoria: Poesias
Publicado em 20/09/2006 15h00

Estância Gaúcha do Planalto

Paulo Moacir F. Bambil

Concurso de Poesias do CTG Estância Gaúcha do Planalto - 2006

 

Estância Gaúcha do Planalto

Que me traz o pago pra perto

Não deixando a descoberto

Os preceitos de um gaúcho

Imponente, porém, sem luxo

Como pedras de basalto

Pegando de sobressalto

Os incrédulos da tradição

Que duvidaram deste Galpão

Porém hoje, está no arauto!

 

Tu que foste plantada

Logo na entrada ao sul

Embaixo deste céu azul

Reunindo os apartados

Gremistas e Colorados

Para as charlas e mateadas

Deixando a alma sossegada

Sem nenhuma discrepância

Estamos aqui na Estância

Cultuando a terra amada!

 

É o Rio Grande em paralelo

Numa beleza concreta

Como já dizia o poeta

Boleiam a perna os apartados

Sendo todos aconchegados

Neste cenário tão belo

Como rei no seu castelo

Conservam aqui a essência

Dos bons fluídos da querência

Gema pura sem farelo!

 

Não podias ter melhor data

Pra fazer teu aniversário

Remetendo-nos aos cenários

Que traçamos com afinco

Nos idos de trinta e cinco

Sem temermos a bravata

Nas nossas lutas farrapas

Afrontamos os lusitanos

De luta foram dez anos

Vinte de setembro relata!

 

Em tua porteira de entrada

Já vejo a cuia de mate

Lembrando que no embate

Tu foste minha bebida

Conservando muita vida

Durante longa jornada

Onde não havia aguada

Por ter forma de coração

Asseguramo-la, na mão

Lembrando a chinoca amada!

 

 

 

Este corredor de palmeiras

Lembram-me os coqueiros

Quando era guri arteiro

Subia pra tirar coco

Passando às vezes sufoco

Quando via ali faceira

Uma cobra caborteira

Descia como uma bala

Tremendo quase sem fala

E sem nada nas algibeiras

 

Te saludo meu palco Santo

Com orgulho e sem segredo

Naco da Província de São Pedro

Espero que este galpão

Orgulho da nossa tradição

Possa seguir sem espanto

As coisas que amo tanto

Deixando o gaúcho contente

Por muitos séculos à frente

Conservando teu encanto!